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terça-feira, 12 de abril de 2011

Cavaco e suas Cordas

Olá pessoal primeiramente obrigado por acompanhar meu blog, vamos falar das cordas que usamos em nosso instrumentos.

Antes de comprar uma corda, é preciso entender a importância que ela tem para o instrumento, seja ele um cavaquinho ou um banjo. A corda, ao ser tocada, faz um movimento de vibração que resulta no som. Uma corda de má qualidade irá prejudicar o resultado do seu trabalho.

Não há como saber se uma corda é de boa qualidade apenas pela embalagem, é preciso tocá-la. Além disso, cada músico gosta de uma sonoridade e só ao comprar a corda e tocar no seu cavaquinho ou banjo, perceberá se ela é boa pra você.
Com tantos revestimentos e tipos fica difícil escolher. Por isso, ''desmontamos'' a corda para você entender. Antes de tudo, vale ressaltar que cordas para cavaquinho e banjo são as mesmas
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Há três tipos de cordas, as tradicionais, as para as diversas captações elétricas do seu instrumento e as leves.

Uma corda tradicional tem as bitolas (ou diâmetro) das seguintes medidas: 1a Ré=0.28mm; 2a Si=0.32mm; 3a Sol=0.50mm e a 4a Ré=0.66mm. Além disso, as primeiras e as segundas cordas são de aço inoxidável (não enferrujam) e as terceiras e quartas cordas são revestidas de metal (tem a aparência prateada). Já as especiais para captação elétrica, as terceiras e quartas cordas são revestidas de aço (as bitolas tem a mesma medida).


As cordas leves são indicadas para quem não quer fazer muita força para tocar, pois são mais finas, mais leves e atingem mais fácil a afinação do que as outras. Suas bitolas medem 0.25mm para a 1a corda; 0.30mm para a 2a; 0.46mm para a 3a e 0.62mm para a 4a corda. O único porém é que as cordas leves são menos resistentes, mais elas só arrebentarão se sua mão fizer uma palhetada muito forte.
OBS. o revestimento da corda é apenas um aspecto visual, não interfere no som do seu instrumento.

Não existe um tipo de corda certa para cada ritmo, mas pode-se conseguir um som diferente com cordas de diversas espessuras (ou calibre). Se você gosta de um som mais grave, compre cordas com mais grossas. Já se o seu negócio é um som mais agudo, as indicadas são as cordas um pouco mais finas. Essas diferenças na espessura são mínimas e só são encontradas de uma marca para a outra, afinal, uma corda tem padrões para seguir, para soar sempre a mesma nota.

Eu particularmente gosto de usar as cordas ROUXINOL ou NING STRINGS essa porém conheci a pouco tempo e estou gostando muito mas as ROUXINOL sempre usei,  indico as duas para meus alunos. São cordas com um ótimo som e resistência.

Muita gente gosta de usar as cordas do violão no cavaco ou no banjo, usando as quatro primeiras cordas do violão. As cordas para violão são mais compridas e mais duras para tocar. Além disso, a relação custo/benefício não compensa, pois ao comprar cordas de violão, só usará quatro e as outras duas vão sobrar.

A melhor hora para trocar a corda depende da freqüência com que toca seu cavaquinho ou banjo. Para quem toca todos os dias, a troca acontece geralmente de quinze em quinze dias. Mas há maneiras de identificar quando elas precisam ser trocadas. Primeiro, a corda ganha sujeira, perde sua tensão (capacidade de ficar esticada), sua afinação e, por último, o som sai ''abafado''. Quando isso acontece, não adianta insistir. Corra para a loja mais próxima antes que elas estourem e acabem com o seu show.

A maioria dos cavaquinistas iniciantes quebram com facilidade a terceira corda (Sol) por ter um toque mais agressivo ou por não saber executar uma palhetada. Para consertar a corda arrebentada, cometem os graves erros de emendar a corda (que acaba estourando novamente) ou enrolam uma e até duas cordas Si no lugar da Sol (elas nunca ficaram afinadas como a original). Não tente inventar, o melhor é sempre ter cordas reservas.


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