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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bar do Noel está reaberto

A notícia é das boas: o Bar Canto do Noel, além de ter sido reaberto, está de volta com o samba. Os novos proprietários estão dispostos a manter o mesmo ambiente e o clima que faz do local um reduto do samba.
Neste sábado música fica por conta do grupo Torresmo à Milanesa, a partir das 13h, pois o Um Bom Partido já havia agendado compromissos.
A turma da Jandira volta a partir de 3 de setembro. Até lá o pessoal do Torresmo dá o ritmo.

Fonte: Coluna Tamborim

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Almir Guineto grava novo CD no Rio de Janeiro


Quase dez anos depois de gravar seu último álbum próprio, “Todos os Pagodes”, o sambista carioca Almir Guineto volta aos estúdios nesta semana para preparar um selo independente recheado de composições inéditas. A Idéia, segundo o cantor e compositor, é tirar da gaveta obras de sua autoria e de parceiros como Dudu Nobre, Adalto Magalha e Babalu, entre outros, e esquentar um projeto ainda mais audacioso – que deve culminar, no futuro, com a gravação de um DVD, uma antiga reivindicação dos fãs.

O palco da gravação não poderia ser mais sugestivo: residente há nove anos em Tupã, no interior de São Paulo, Guineto escolheu sua cidade natal, o Rio de Janeiro, para dar andamento neste novo projeto. “Foi lá que eu nasci e me batizei, lá aprendi e me diplomei Salgueiro”, brinca o cantor, parafraseando os versos de Abençalgueiro, fruto de sua parceria com Nei Lopes.

Longe das tentações da boemia carioca, um Almir repaginado explica que não para de compor e que irá selecionar as músicas do novo CD somente quando o resultado do estúdio estiver pronto. “Tem coisa boa com a nossa marca registrada vindo por aí”, adianta o cantor, que na década de 1980 ganhou o título de Rei do Pagode.

As gravações vão seguir nos próximos dias, no Estúdio dos Técnicos, na capital fluminense. O álbum não tem previsão de data para chegar às melhores casas do ramo, mas quem conhece de samba pode apostar: o tempo sorriu para Almir, e a consagração de público e crítica serão uma mera consequência de todo o seu talento.

Este, certamente, é o mais sensato destino de Almir Guineto.

Sobre Almir Guineto

Dono de uma elogiada obra composta por 20 discos, centenas de composições e diversas participações especiais, Almir Guineto participou do Grupo Originais do Samba e foi fundador do Fundo de Quintal. Ex-diretor de bateria do Salgueiro, ingressou na carreira solo em 1981 com o álbum “O Suburbano”. Em sua carreira, gravou e foi gravado, dentre outros, por nomes como Chico Buarque, Alcione, Zeca Pagodinho e Roberto Carlos.

Gravação:

Ivan Machado (baixo)
Fernando Merlino (teclado)
Carlinhos 7 Cordas (violão 7)
Márcio Vanderlei (banjo)
Jorge Gomes (bateria)
Marcio Almeida (cavaco)
Beloba, Esguleba, Nego (percussão)


Informações para a Imprensa | Almir Guineto
Francisco Brust

terça-feira, 9 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Origens do Samba, Significado, História do Samba e Principais Sambistas

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.


As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.


O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga .


Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres .


Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.


Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.


Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.


Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo


Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.
Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros.


Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.


No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.


Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.


Principais tipos de samba:


Samba-enredo


Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.


Samba de partido alto


Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são: Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.


Pagode

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.


Samba-canção

Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.


Samba carnavalesco


Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.


Samba-exaltação


Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.


Samba de breque


Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva .


Samba de gafieira


Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.


Sambalanço


Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor, que mistura também elementos de outros estilos.


Dia Nacional do Samba


Comemora-se em 2 de dezembro o Dia Nacional do Samba.