segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jacson do Cavaco e seus parceiro ganham troféu como o melhor samba enredo do carnaval Florianópolis na categoria Blocos carnavalescos

A parceria formada por Paulinho Carioca / Vicente Marinheiro / Jacson do Cavaco / Wilson Bizzar, ganharam na noite de quinta-feira dia 22/03 o troféu os Melhores do Carnaval de Florianópolis 2012, o samba que embalou o Bloco Vermelho e Branco na passarela Nego Querido falou do Tempos de Libertação do autor: Sandro Roberto.


Jacson do Cavaco e esposa


Paulinho Carioca Jacson do Cavaco e Vicente Marinheiro - A Parceria que vem dando certo


A conquista


Jacson do Cavaco, Paulinho Carioca, Nelson Passos e Sandra Maria


Jacson do Cavaco e esposa, seu irmão e esposa











quinta-feira, 8 de março de 2012

ALMIR GUINETO NOVO CD CHEGA EM MARÇO

A espera vai valer a pena.
Depois de 11 anos sem gravar, Almir Guineto escolheu sua cidade natal, o Rio de Janeiro, para enfrentar um novo desafio em sua irretocável carreira: a gravação de um disco novo, composto por 12 faixas inéditas – frutos da parceria do Rei do Pagode com alguns dos maiores nomes do samba brasileiro.
A gravação, cuidadosamente planjeada, ocorreu durante os últimos meses, e a distribuição será feita em todo o País pela gravadora Radar. O preço sugerido para o novo álbum cabe no bolso de todos os fãs: R$ 9,90.
Nas músicas, Almir canta seu amor ao samba, aos amigos, ao jongo, ao Rio de Janeiro.
Uma verdadeira ode à vida e à música, dois paralelos tão magistralmente estreitados pelo bom e velho Almir Guineto.
A hora está chegando.

NOVO INTEGRANTE DO GRUPO FUNDO DE QUINTAL ( CONFIRMADO)

Add caption

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Desfile dos Blocos: Vermelho e Branco é campeão


Saiu o resultado dos desfiles dos blocos, agora, na Nego Quirido:


1º Vermelho e Branco


2º A Nossa Turma


3º Amocart


O enredo do Vermelho e Branco, Tempos de Libertação, é de autoria de Sandro Roberto. O samba de autoria de Paulinho Carioca, Vicente Marinheiro, Jacson do Cavaco, Wilson Bizzar.

Fonte: Coluna Tamborim - Angela Bastos

sábado, 11 de fevereiro de 2012

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Filhos da Lua: parceria de Paulinho Carioca é vencedora

Parceria de Paulinho Carioca / Vicente Marinheiro / Jacson do Cavaco e Wilson Bizzar, vence mais um samba, no Bloco Filhos da Lua.
Foram seis inscritos e três sambas na disputa.

Ouça abaixo o samba 2012




Paulinho Carioca, Vicente Marinheiro, Jacson do Cavaco, Wilson Bizzar e Juninho Zuação assinam o samba do Bloco Gaviões 2012

Gaviões Alvinegros, que oficialmente já assina como GRES Gaviões Alvinegros, encaminha, samba 2012.

O samba é assinado por Paulinho Carioca, Vicente Marinheiro, Jacson do Cavaco, Wilson Bizzar e Juninho Zuação.

Axé para todos, especialmente para Jô Mercês, que está sendo "batizada" como autora do enredo, e com um tema que conhece muito bem, a Umbanda.

Ouça abaixo o samba enredo 2012


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fut Fraldas do Caio

No ultimo final dia 15/11 foi realizado, uma grande festa feita pelo meu parceiro Geo (Cuca), onde reuniu vários amigos (inclusive os da antiga) para comemorar a espera do nosso grande amigo Caio que chegará nos próximos dias.
Confira alguns detalhes dessa festa.

abraços a todos!!!









terça-feira, 8 de novembro de 2011

Bloco Vermelho e Branco: parceria de Paulinho Carioca/Vicente Marinheiro/Jacson do Cavaco e Wilson Bizzar vencen

Fonte: blog coluna tamborim Ãngela Bastos

Está escolhido o samba que o Bloco Vermelho e Branco leva para a Nego Quirido em 2012: a obra é de Paulinho Carioca/Vicente Marinheiro/Jacson do Cavaco/Wilson Bizzar.


Premiação é de R$ 800. O processo de escolha foi interno.


O título do enredo é Tempos de Libertação, de autoria de Sandro Roberto.




terça-feira, 11 de outubro de 2011

FLORIPA

FLORIPA
(Jacson do Cavaco)

MINHA FLORIPA QUERIDA
ILHA DA MAGIA
DE ENCANTOS E CÉU AZUL ANIL
MINHA FLORIPA MARAVILHOSA
PEDACINHO DO MEU BRASIL

FLORIPA TERRA DE CONTOS, LENDAS E TRADIÇÃO
MINHA FLORIANÓPOLIS
VENHO CANTAR MEU RIBEIRÃO

DAS OSTRAS, DO PESCADO CAMARÃO
DO ZÉ PEREIRA, DO BERBIGÃO
DO BOCA , DA ILHA FLORIPA
TERRA DE ZININHO
E NEIDE MARIA

DAS BRUXAS, DAS CRENÇAS
DO TERNO DE REIS
DA TOALHA DE RENDA

SAMBA CARNAVAL, MODA DE VIOLA
SE ENCONTRA AQUI
DA UM ROLÉ POR SANTO ANTÔNIO E SAMBAQUI
FESTA DO DIVINO NÃO PODE FALTAR
FLORIPA TE EXALTO
FLORIPA QUERO CANTAR

CACIQUE DE RAMOS

CACIQUE DE RAMOS
(Jacson do Cavaco)

 
PODE CHORAR MEU CAVACO
PODE VIRAR MEU PANDEIRO          
TOCA O TÃNTÃN AI
PRO SAMBA FICAR MANEIRO

AMANHECI NO SAMBA
SAMBEI A NOITE INTEIRA             
SAMBEI NO CACIQUE DE RAMOS
EMBAIXO DA TAMARINEIRA

QUANDO ENTRO NO SAMBA
NÃO CONSIGO MAIS PARAR
QUANDO ESCUTO O BANJO
CHEGO A ME ARREPIAR

NO CACIQUE DE RAMOS
SÓ TEM BAMBAS DA PESADA
É UMA CASA DE RESPEITO
LÁ SÓ TEM COBRA CRIADA

CACIQUE DE RAMOS DO NOSSO FUNDO DE QUINTAL
VOCE QUE CURTE SAMBA
PODE CHEGAR NA MORAL

PODE CHORAR........





DO SAMBA, A VOZ

DO SAMBA, A VOZ
(Jacson do Cavaco e Bira Pernilongo)



CERRARAM AS PORTAS PRO SAMBA

EM MAIS UM REDUTO DE BAMBA

ONDE SE OUVIA CANDEIA, CARTOLA

MONARCO E CLEMENTINA

ONDE CANTAVAM JANDIRA,

MARIA HELENA

E CALIBRINA

E NESSA ESQUINA A LUZ SE APAGOU

QUEREM DIZER QUE O SAMBA ACABOU



MAS PARA QUEM TRAZ NA VEIA

O SANGUE QUE INCENDEIA

QUANDO TOCA UM PANDEIRO

VERSA UM PARTIDEIRO

NUM SAMBA DE RODA OU TERREIRO

CADA UM QUER SER PRIMEIRO

DE LONGE  SE SENTE O CHEIRO

SAUDOSO FEIJÃO

E DA CAIPIRA COM MEL LÁ NO BAR DO NOEL



MAS O SAMBA NÃO SE ENTREGA

QUEM É DO MEIO NÃO NEGA

SE FOR PRECISO TOCAR AO RELENTO

NA CHUVA, NO VENTO, TAMBÉM QUERO IR

E PRA QUEM CHEGOU AGORA

OU PRA GENTE QUE É DE FORA

SAIBAM QUE O SAMBA JÁ MORA AQUI

DESDE OS TEMPOS DO BAR DO PETIT



E NÃO VAI PERMITIR

TOMARAM SEU LUGAR

VAI SE FAZER CANTAR

A CADA DIA MAIS

POIS É RAZÃO DE SER

DE CADA UM DE NÓS

E QUERO OUVIR MAIS UMA VEZ

DO SAMBA, A VOZ

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

História do Cavaquinho e suas curiosidades

O cavaquinho é um instrumento musical de cordas menor que a viola e grande uso como acompanhamento. É procedente da cidade portuguesa de Braga. Além de Portugal, é usado em Cabo Verde, Moçambique e Brasil.



No Brasil esse instrumento é usado na música popular e forma historicamente o conjunto básico, junto com o bandolim, a flauta e o violão, para execução de choros. Waldir Azevedo é o mais conhecido músico de choro que tocava esse instrumento. O músico paulista Roberto Barbosa, mais conhecido por Canhotinho, é hoje considerado uma das principais referências no instrumento, por ter aprimorado a técnica deixada por Waldir Azevedo. Canhotinho é o arranjador do renomado conjunto de samba ‘Demônios da Garoa’.


As ilhas do Havaí têm um instrumento similar ao cavaquinho chamado ukulele, também com quatro cordas e um formato semelhante ao do cavaquinho, que se julga ser uma alteração do cavaquinho, trazido por emigrantes portugueses em 1879. Atualmente o cavaquinho é instrumento obrigatório nas rodas de samba e afins como nos desfiles das escolas de samba espalhadas pelo mundo fora.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bar do Noel está reaberto

A notícia é das boas: o Bar Canto do Noel, além de ter sido reaberto, está de volta com o samba. Os novos proprietários estão dispostos a manter o mesmo ambiente e o clima que faz do local um reduto do samba.
Neste sábado música fica por conta do grupo Torresmo à Milanesa, a partir das 13h, pois o Um Bom Partido já havia agendado compromissos.
A turma da Jandira volta a partir de 3 de setembro. Até lá o pessoal do Torresmo dá o ritmo.

Fonte: Coluna Tamborim

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Almir Guineto grava novo CD no Rio de Janeiro


Quase dez anos depois de gravar seu último álbum próprio, “Todos os Pagodes”, o sambista carioca Almir Guineto volta aos estúdios nesta semana para preparar um selo independente recheado de composições inéditas. A Idéia, segundo o cantor e compositor, é tirar da gaveta obras de sua autoria e de parceiros como Dudu Nobre, Adalto Magalha e Babalu, entre outros, e esquentar um projeto ainda mais audacioso – que deve culminar, no futuro, com a gravação de um DVD, uma antiga reivindicação dos fãs.

O palco da gravação não poderia ser mais sugestivo: residente há nove anos em Tupã, no interior de São Paulo, Guineto escolheu sua cidade natal, o Rio de Janeiro, para dar andamento neste novo projeto. “Foi lá que eu nasci e me batizei, lá aprendi e me diplomei Salgueiro”, brinca o cantor, parafraseando os versos de Abençalgueiro, fruto de sua parceria com Nei Lopes.

Longe das tentações da boemia carioca, um Almir repaginado explica que não para de compor e que irá selecionar as músicas do novo CD somente quando o resultado do estúdio estiver pronto. “Tem coisa boa com a nossa marca registrada vindo por aí”, adianta o cantor, que na década de 1980 ganhou o título de Rei do Pagode.

As gravações vão seguir nos próximos dias, no Estúdio dos Técnicos, na capital fluminense. O álbum não tem previsão de data para chegar às melhores casas do ramo, mas quem conhece de samba pode apostar: o tempo sorriu para Almir, e a consagração de público e crítica serão uma mera consequência de todo o seu talento.

Este, certamente, é o mais sensato destino de Almir Guineto.

Sobre Almir Guineto

Dono de uma elogiada obra composta por 20 discos, centenas de composições e diversas participações especiais, Almir Guineto participou do Grupo Originais do Samba e foi fundador do Fundo de Quintal. Ex-diretor de bateria do Salgueiro, ingressou na carreira solo em 1981 com o álbum “O Suburbano”. Em sua carreira, gravou e foi gravado, dentre outros, por nomes como Chico Buarque, Alcione, Zeca Pagodinho e Roberto Carlos.

Gravação:

Ivan Machado (baixo)
Fernando Merlino (teclado)
Carlinhos 7 Cordas (violão 7)
Márcio Vanderlei (banjo)
Jorge Gomes (bateria)
Marcio Almeida (cavaco)
Beloba, Esguleba, Nego (percussão)


Informações para a Imprensa | Almir Guineto
Francisco Brust

terça-feira, 9 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Origens do Samba, Significado, História do Samba e Principais Sambistas

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.


As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país.


O primeiro samba gravado no Brasil foi Pelo Telefone, no ano de 1917, cantado por Bahiano. A letra deste samba foi escrita por Mauro de Almeida e Donga .


Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil. Neste período, os principais sambistas são: Sinhô Ismael Silva e Heitor dos Prazeres .


Na década de 1930, as estações de rádio, em plena difusão pelo Brasil, passam a tocar os sambas para os lares. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa autor de Conversa de Botequim; Cartola de As Rosas Não Falam; Dorival Caymmi de O Que É Que a Baiana Tem?; Ary Barroso, de Aquarela do Brasil; e Adoniran Barbosa, de Trem das Onze.


Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Podemos destacar: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.


Outros importantes sambistas de todos os tempos: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e nos EUA), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim e Lamartine Babo.


Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo


Os tipos de samba mais conhecidos e que fazem mais sucesso são os da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. O samba baiano é influenciado pelo lundu e maxixe, com letras simples, balanço rápido e ritmo repetitivo. A lambada, por exemplo, é neste estilo, pois tem origem no maxixe.
Já o samba de roda, surgido na Bahia no século XIX, apresenta elementos culturais afro-brasileiros.


Com palmas e cantos, os dançarinos dançam dentro de uma roda. O som fica por conta de um conjunto musical, que utiliza viola, atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro.


No Rio de Janeiro, o samba está ligado à vida nos morros, sendo que as letras falam da vida urbana, dos trabalhadores e das dificuldades da vida de uma forma amena e muitas vezes com humor.


Entre os paulistas, o samba ganha uma conotação de mistura de raças. Com influência italiana, as letras são mais elaboradas e o sotaque dos bairros de trabalhadores ganha espaço no estilo do samba de São Paulo.


Principais tipos de samba:


Samba-enredo


Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930. O tema está ligado ao assunto que a escola de samba escolhe para o ano do desfile. Geralmente segue temas sociais ou culturais. Ele que define toda a coreografia e cenografia utilizada no desfile da escola de samba.


Samba de partido alto


Com letras improvisadas, falam sobre a realidade dos morros e das regiões mais carentes. É o estilo dos grandes mestres do samba. Os compositores de partido alto mais conhecidos são: Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.


Pagode

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.


Samba-canção

Surge na década de 1920, com ritmos lentos e letras sentimentais e românticas. Exemplo: Ai, Ioiô (1929), de Luís Peixoto.


Samba carnavalesco


Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.


Samba-exaltação


Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil, com acompanhamento de orquestra. Exemplo: Aquarela do Brasil, de Ary Barroso gravada em 1939 por Francisco Alves.


Samba de breque


Este estilo tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários, muitos deles em tom crítico ou humorístico. Um dos mestres deste estilo é Moreira da Silva .


Samba de gafieira


Foi criado na década de 1940 e tem acompanhamento de orquestra. Rápido e muito forte na parte instrumental, é muito usado nas danças de salão.


Sambalanço


Surgiu nos anos 50 (década de 1950) em boates de São Paulo e Rio de Janeiro. Recebeu uma grande influência do jazz.. Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor, que mistura também elementos de outros estilos.


Dia Nacional do Samba


Comemora-se em 2 de dezembro o Dia Nacional do Samba.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Centenário do mestre Nelson Cavaquinho

Fonte: Felipe Carrilho

O ensaio “Rugas: sobre Nelson Cavaquinho”, de Nuno Ramos, talvez seja a melhor análise já escrita sobre a obra do sambista, que faria 100 anos em 2011 se não tivesse morrido de enfisema pulmonar em 1986. Trata-se, em linhas gerais, de uma tentativa de decompor a originalidade de sua estética musical e poética e, ao mesmo tempo, de localizá-la no tempo da história da música popular brasileira atribuindo-lhe valor e sentido.

O ex-policial que conheceu a Mangueira e os prazeres da boemia fazendo rondas noturnas a cavalo no morro – “o pior soldado da história do Polícia Militar”, como definiu a si próprio – é apresentado por Ramos como um poeta peculiar, apegado ao trágico, que acompanha as suas “melodias alpinistas” por meio de um toque de violão rústico e único.

Às considerações do artista plástico e escritor, gostaria de acrescentar, modestamente, mais algumas. Para mim, Nelson Cavaquinho é um sambista-índice do povo brasileiro, como poucos. Em sua vida e obra estão contidos os dramas cotidianos da nossa gente sob uma percepção individualizada. Sua produção artística sintetiza o Brasil de uma perspectiva subalterna. Até a sua figura, algo cabocla, algo mulata, é emblemática para pensar nessa questão.

Em Nelson Cavaquinho, encontramos o que Michel de Certeau talvez chamasse de “microrresistência”, a habilidade de transformar fatos banalizados da vida numa metrópole – nesse caso, o Rio de Janeiro – em fragmentos de uma memória popular e coletiva. Ligia seria apenas mais uma entre os inúmeros moradores de rua da praça Tiradentes, se Nelson não tivesse singularizado a sua história nos versos de “Tatuagem”, por exemplo. (o historiador Francisco Rocha já havia apontado a presença dessa característica na obra de Adoniran Barbosa.)

No entanto, Nelson Cavaquinho não fazia a chamada “música de protesto”, sua temática não abordava as “questões sociais”. Ele cantava prioritariamente a tragédia dos amores que se transformam em desilusão e a proximidade da morte diante de uma vida que já passou e cujo sentido não foi encontrado. Mas quantos amores já se desfizeram e quantas vidas se tornaram vazias por causa da precariedade material tão característica de nossas classes populares? Nelson sabia que, na música popular, dor rima melhor com amor do que com mais-valia, com o perdão do Clichê.



Outras dimensões do nosso imaginário também são contempladas em sua obra. A perspectiva religiosa é central. Sua poética reinventa a sensibilidade mística do brasileiro. Quem assistiu ao brilhante documentário “Santo Forte”, de Eduardo Coutinho, perceberá isso mais facilmente. Nos depoimentos dos entrevistados, o catolicismo está sempre no plano das solenidades, lugar que lhe cabe enquanto religião quase oficial instituída. Mas nem por isso consegue eclipsar por inteiro algumas manifestações oriundas da umbanda e do candomblé, religiões que enfatizam as tradições dos povos indígenas e, principalmente, dos negros da nossa constituição social.


“Quando eu ouço as badaladas do sino daquela igrejinha / Julgo-me ainda feliz e que és toda minha”, versos de “Devia ser condenada”, música feita por Nelson em parceria com Cartola, são um exemplo entre tantos outros que apontam para uma inspiração católica na obra do sambista. Mas credos marginalizados também se fazem presentes, mesmo que de maneira indireta ou inconsciente e ainda que o autor se considerasse um “católico apostólico romano”, como a maioria dos personagens do filme de Coutinho.
“Pranto de Poeta” é emblemática nesse sentido. “Em Mangueira / Quando morre um poeta / Todos choram” são versos que anunciam um dos temas mais recorrentes em Nelson: a morte. No axexê, ritual fúnebre afro-brasileiro, canta-se e dança-se  em homenagem ao morto por até seis dias seguidos, ao som de instrumentos de percussão. O silêncio sepulcral, que caracteriza o luto católico, é estranho ali. Se a pessoa cumpriu o seu odu (destino), viveu bastante e bem, não é necessário chorar a sua morte, a menos que seja “através de um pandeiro ou de um tamborim”.

Felipe  Carrilho é historiador e autor do livro “Futebol, uma janela para o Brasil – As relações entre o futebol e a sociedade brasileira”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Zeca Pagodinho ganha o Troféu Prêmio da Música brasileira 2011


O nosso grande sambista, Jessé ganhou o troféu  de melhor Cantor na categoria Samba no 22º Prêmio da Música Brasileira.

Viva o Samba, viva o Zeca!!